sábado, 29 de dezembro de 2012

Capítulo 25




                                                                     
                                                  Web Novela LuAr - Capitulo 25


  “As dúvidas não deveriam existir!” é o que muitos pensam quando estão estressados. Mas as dúvidas nos instigam a procurar o novo, reinventar, renovar, dá a tudo uma “cara sua”. Foram a partir delas que existe tudo agora. As dúvidas, as curiosidades e as ideias são a nossa identidade, o que somos, ou talvez não, tudo depende da sua interpretação.
  Lua olhou para o lado e viu Igor ao seu lado dormindo, parecia muito cansado. Seu corpo inteiro doía. Num susto ainda não compreendido a cama fez um barulho muito alto, acordando o garoto:
  - Lua?! Acordou?- Igor perguntou assustado.
  - O que aconteceu? O que estou fazendo aqui?
  - Bom, enquanto eu estava em uma curva um caminhão ultrapassou e batemos de frente, o seu cinto desprendeu e você foi parar longe.
  - E porque estou toda enfaixada?
  - Porque...- Igor hesitou em responder.- Tipo, vocês teve muitas fraturas e...
  - Com licença, Lua Maria?
  - Sim.
  - Chegaram um grupo de cinco pessoas querendo vê-la, vou mandá-los entrar um por um porque estamos na UTI. Com licença.- O médico saiu, seguido por Igor. Lua olhava todo o quarto, sentia-se muito estranha, estar imóvel talvez não fosse uma situação muito boa, mas entendia que era para seu melhor, um pouco, mas entendia. Não muito tempo depois a porta é aberta revelando um garoto com feição muito preocupada:
  - Oi Arthur, entra.- Ela disse ainda fraca.
  - Oi, tá melhor?
  - Sim.
  - Desculpe, não queria ter te tratado como te tratei, sei que te magoei, mas prometo mudar.
  - Arthur... Não precisa se desculpar, eu te amo. Se você me amar já está de muito bom tamanho, não acha?- Lua estava frágil, mas o garoto percebia que a sua verdadeira namorada ainda estava ali, aquela doçura em pessoa, com certeza nunca havia deixado de ser quem era, e talvez isso fosse o que lhe encantou, a forma de ser ela, sempre. O jeito dela ser “ela” e não o que os outros querem que seja. Arthur soltou um sorriso bobo e sentou ao seu lado:
  - Hoje eu vou dormir com você e amanhã eu vou embora.- A voz saiu com mais naturalidade.- Agora vou lanchar e deixar o resto do pessoal entrar, beijo.- Arthur beijou a testa de Lua e saiu. Assim que entraram todos com as mesmas perguntas: “Tá bem?”, “O que aconteceu?” Lua ficou sozinha. Nem ela mesmo sabia responder a elas. Confusa acabou dormindo.

  Enquanto pairava o silêncio no quarto, fora dele havia uma montanha de perguntas sendo jogadas em cima de um único garoto:
  - Calma gente, será que eu posso explicar ou vai ficar difícil?- Igor se irritou.
  - Nos desculpe Igor, pode falar o que aconteceu?- Sophia parecia estar tentando se manter a mais calma, enquanto os outros pareciam fazer esforço para o contrário.
  - Então gente, eu estava fazendo a curva e o caminhão estava ultrapassando. Batemos de frente e o cinto da Lua se desprendeu e ela caiu longe, está com muitas fraturas e só deve sair daqui, no mínimo, em três meses, para recuperação total.- Todos ficaram chocados, um “três” nunca representou tanto.- Mas fiquem tranquilos, podem voltar a suas vidas normais. Darei notícias e estarei sempre com ela.
  - Valeu aí Igor.- Micael bateu em seu ombro e seguiram para a lanchonete. Assim que terminaram foram sentar na sala de espera, ainda era horário de visita e não perderiam por nada do mundo ver um pouco mais sua amiga debilitada.


  Longe dali, o pai de Lua encontrava-se a fazer um buraco no chão de tanta indecisão, até que Marta resolve tomar uma atitude:
  - Pare com isso agora! Vamos fazer assim, você passa no colégio dela e conversa, assim não vamos correr mais o risco da casa vir abaixo, vamos.- A mulher puxou-lhe pelo braço e seguiram até o aeroporto. André sentia-se na necessidade de lhe dizer a verdade e pedir-lhe desculpas por tudo que havia feito, que de agora em diante que a vida ia ser nova, que era tudo mentira. No caminho guardava toda sua coragem para a hora certa.


  Mel havia entrado primeiro no quarto, conversava distraidamente com Lua até o médico responsável interrompê-las entrando com muitos papéis na mão:
  - Desculpa, mas a senhorita precisa se retirar, o horário de visita já acabou.
  - Que pena! Mas daqui a pouco o Arthur vai vim para ficar com você. Beijo Lu.- A garota saiu do quarto e o médico sentou ao lado de Lua:
  - A senhorita anda comendo direito?
  - Claro.- Ela respondeu nervosa.
  - Bom, não é isso que diz os resultados dos seus exames.
  - Mas...
  - Acalme-se! O seu problema, bom, é raro. Mas conversarei com você depois.- Lua não entendia realmente o que estava acontecendo com ela nos últimos dias, e ficou nervosa ao pensar em certas possibilidades.
  - Mas doutor...- Tarde demais, ele já havia saído do quarto.
  Todos esperavam ansiosamente essa saída para receber notícias, haviam sido alertados que o problema de Lua era algo mais e que não tinha nada a ver com o acidente.
  - Doutor, fale logo, por favor.- Arthur disse preocupado.
  - Calma meu rapaz, sentem-se primeiro.- Fizeram o que lhes foi pedido e escutaram atentamente.- Bom, a Lua tem uma doença rara, muito rara, que a faz parar de comer. Ainda está na fase inicial. Resumindo, e explicando, a doença dela faz com que tudo que coma coloque para fora. Seu organismo está aceitando poucos alimentos, e os que não aceitam de maneira alguma coloca para fora. Se a doença avançasse aí sim seria um grande problema, estaremos fazendo todo o seu tratamento, e, infelizmente, ela terá de ficar em coma por algum tempo.- Nenhum daqueles ali presentes estavam acreditando, haviam percebido uma diferença de comportamento, de físico, mas não pensavam que o problema era tão sério.
  - Mas enquanto a alimentação e o coquetel de remédios que ela está tomando?- Indagou Igor.
  - Ela não poderá mais comer comidas sólidas, não por enquanto. O tratamento durará o tempo para ela se adaptar, colocaremos uma sonda diretamente em seu coração, quando estiver adaptada poderá voltar para casa, usando-a 17 horas por dia. Enquanto ao acidente, as fraturas estarão totalmente recuperadas daqui a um mês.- Preferiam não dizer nada, o momento pedia para serem fortes e estarem ao lado da pessoa que amam. Afogaram todas as lágrimas dentro de seus corações e foram para casa, todos com exceção de Arthur, que ficou do lado de fora sentado, olhando por um vidro Lua dormir como um anjo, sem saber de nada. Sua ingenuidade talvez a trouxesse para caminhos não muito bons, mas o fato de um dia ter ajudado Arthur acreditando que ele não era “mal” fez com que muita gente ficasse feliz e com certeza foi um caminho muito bom. Sua perseverança ajudou todos e com certeza sua força estaria com ela, a dela, a de todos seus amigos e de quem mais chegasse, era um momento delicado, exigia tudo que havia dentro dos seus corações, todo seu afeto, todo amor de cada um.


  André acabara de chegar em Sevilha. Já havia ligado para a escola, que recebeu a trágica notícia muito rápido:
  - Meu Deus André! Vamos logo para o hospital.- Marta estava preocupada, e seu marido, igualmente. Pegaram um táxi e seguiram para o hospital apressando o motorista, que já estava atordoado com tantos “mais rápido!”, “ultrapassa pela direita!”, “ultrapassa pela esquerda!”. Assim que
Chegaram e foram direto para a secretária:
  - Olá, eu sou... André, pai de Lua Blanco, eu queria vê-la.
  - Senhor, a paciente...- Ela olhou o computador.- Desculpe, mas não está no horário de visitas, passe aqui amanhã às 14:00 tudo bem?- A mulher viu indignação nas feições daquele homem:
  - EU QUERO FALAR COM O MÉDICO! AGORA!
  - Tudo bem, um momento.- Minutos depois o médico chegou já pronto para repetir toda a história:
  - Olá, eu sou o médico responsável por Lua Blanco, muito prazer, meu nome é Carlos.
  - Oi, ok. Eu quero saber como está minha filha.- Marta prosseguia ao lado de seu marido sem dizer uma única palavra.
  - Ela está bem na medida do possível, com o acidente sofreu algumas fraturas, mas se recuperará delas daqui a um mês, provavelmente. Há também um outro problema, sua filha sobre de uma doença rara, que faz com que seu organismo enjeite todas as comidas, por sorte, ainda está na fase inicial. Ela ainda come algumas coisas, mas as que o seu organismo não aceita de nenhum jeito, coloca para fora. Passará um tempo em coma induzido, enquanto isso usará uma sonda diretamente ligada em seu coração que dará a ela os nutrientes precisos para sobreviver. Assim que seu corpo se adaptar a ela, poderá voltar para casa, usando-a 17 horas por dia, mas de acordo com diagnósticos, poderá comer normalmente depois de algum tempo.- A tristeza tomava conta do pai da garota, e as lágrimas de sua madrasta. André pensava em todas as vezes que magoou Lua, mas sempre a amou. Precisava conversar com ela e esclarecer tudo, mas no momento ela precisava dele ao seu lado, cuidando dela, e com certeza era o que faria.





E aí, gostaram? Se gostaram, comentem?
Gostaram do novo jeito que eu vou escrever a web? Desculpem se ficou desorganizado tudo bem? E a demora também, fim de ano é sempre um pouquinho apertado.

E a doença da Lua existe mesmo, uma garota britânica teve ela.

E outra coisa, estou preparando um conto para vocês como presente de Ano Novo e Natal (atrasado!). Inspirei-me a fazer os contos em Aline Stechitti, é que ela escreve contos também. Estarei escrevendo vários durante todo o ano, só não tem data certa para postar eles tudo bem? 

Me deêm suas opiniões sobre o novo jeito que estou escrevendo.

4 comentários:

  1. To amando Tudo com sempre você arrasa Flor

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  2. eu gostei do jeito q vc escreveu,acho q ficou melhor assim.
    e eu também me inspirei na aline para escrever minha web, e também me espirei no seu conto de reveillon,para escrever um também rsrs
    bjs e ta linda a web *-*

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  3. Amando sua web flor *-* anciosa pro capitulo 26 :D
    Beijos
    Feliz Ano novo atrasado

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